terça-feira, 5 de julho de 2011

Um domingo especial

                                         E as vezes, eu vou me permitir pensar em você, sentir saudades, imaginar nós dois. Só para sentir que eu ainda tenho controle. Só para me enganar um pouco, fingindo que não penso sempre, que não sinto saudades o tempo todo e que não quero você aqui do meu lado agora.
Ana L. Alves

           A reunião de domingo á noite estava quase terminando. Fazia um frio de cortar a alma e eu tentava aquecer minhas as mãos na alforje enquanto as pessoas davam as ofertas. Foi quando, de repente, entrou uma mulher na igreja com uma criança pequena que parecia ser sua filha. Meu palpite foi que ela tinha esquecido que aos domingos os cultos começam e terminam mais cedo do que o normal mas, me surpreendi quando ela disse que voltara porque queria se batizar.
          Fiz questão de pegar um roupão e conduzí-la ao bastistério. É uma pena que você não possa ver o brilho nos olhos daquela mulher, a fé era tanto que chegava a transbordar!Durante o trajeto ela me disse que a luta estava grande mas cria que somente sua atitude de morrer definitivamente para o mundo poderia mudar sua história de vida de uma vez por todas. Dei palavras de elogio e parabenizações diante daquela atitude tão verdadeira ( e corajosa porque a água do batistério estava praticamente congelada!).
          Enquanto preenchia a ficha de membro dela, um grande e belo sorriso se formou no meu rosto. Uma grande alegria tomou conta de todo o meu ser. Era como se eu tivesse ganhado na loteria ou realizado um grande sonho...não da pra explicar. Parecia que a mesma festa que estava havendo nos céus pelo novo nascimento daquela criatura estivesse ardendo dentro do meu peito. Mesmo sem conhecê-la eu nutria um amor grandioso por aquela alma que dera um passo decisivo para a sua salvação.
        Voltei imaginando como os pastores e bispos não devem se sentir vendo que suas ovelhas estão seguindo o rumo certo. Eles são os homens mais felizes do mundo!
        Deus me deu o maior privilégio que possa existir quando, apesar de todas as deficiências, me escolheu para serví-lO. São momentos como esse que fazem a minha vida ter algum sentido.
        

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