Estava sentada em um restaurante, jantando e observei duas situações que tiram completamente a utilidade do espelho. Havia uma garçonete, cujo nome desconheço, com o rosto deformado: parecia uma queimadura, marcas de bolhas chegavam a assustar , o machucado diminuiu a abertura de um de seus olhos; com certeza bem inferior ao padrão de beleza que estamos acostumados a desejar. Pouco depois, no mesmo lugar, entrou uma outra moça: cabelos pretos e lisos, belo corpo, rosto angelical, bem vestida.
Passado um tempo, uma criança foi até a garçonete pedindo um sorvete, e na mesma hora, e com toda boa vontade ela serviu o menino. Cuidadosamente o ajudou a escolher o sabor da sobremesa, serviu e por fim distriuiu um carinhoso sorrisso e um carinho nos cabelos. A moça mais bela, ficou sentada no seu canto, não cumprimentou ninguém , de cara fechada, mexia orgulhosa no seu anel de compromisso no dedo anelar da mão direita.
Quantas vezes não passamos em frente ao espelho? Criticando nossos cabelos, formato do nariz, orelhas, tamanho da cintura, coxas, cabelos e todo o resto. E, embora reflita com clareza nosso exterior, não é capaz de revelar quem somos por dentro.
Isso aumentou o meu temor e vigilância, por que muitas vezes queremos ser belos, ricos, imponentes, nos encaixar no "padrão" desse mundo. Para o mundo aquela moça feia não tem valor algum e imagino quantas vezes ja não foi menesprezada! Mas e para Deus? Será que sua forma física garante sua salvação?! Ser mais belo do que seu irmão é motivo para desconsiderá-lo?
E, se ele olhar pra você neste instante... oque verá??
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